Lutando com meus próprios demônios

A vida parece ser ignorar dores emocionais, desamores, tristezas acumuladas, crise de existência e o pesar da morte. Quando lhe perguntam como você está, a resposta mais ideal do mundo é:"ta tudo bem". Pois nem você sabe como ganhou este imenso vazio que racha o peito e destrói seu coração.
Não faz mal querer uma queda livre, precisar sentir que em alguma célula a vontade de viver, pois tudo parece se encaminhando para o fim, nada funciona nos quatro cantos do mundo e o seu olhar outrora vivo, hoje apenas a alusão de rios sem vida.
Cadê meu fôlego? Estou em topor!
Cadê a minha esperança? Pois hoje me sinto um filme mudo sem legenda, dado a surdos e cegos
Todos me escutam mas ninguém me ouve...
Me deixem gritar, me deixem quebrar, me deixem respirar já que nunca vão olhar minha existência em si.
Surtar?! Porque? Sou um mar de desgosto que ninguém se deu conta da imensidão de melancolia e pessimismo contido.
Cadê o tal amor para salvar o mundo? Não existe! Sou um mero pó de estrela
Crises de existência? Tenho muitas mas ela são a ponta do iceberg do que este mar de paranóia e neurose que fazem morada em meu peito.
Passo o dia tentando não ser problemática e mais simpática para estar neste mundo hipócrita.
Sim, preciso cuidar mais de mim!
Meu segredo são meus medos e meu desequilíbrio emocional abala qualquer estrutura.
Meu suspiro de força para próxima tarefa é meu pedido de fuga do tédio.
Pois nada parece ter sentido neste inferno psicológico de meu mundo.
Eu até poderia clamar a um ser divino, mas a dor pode ter sido causada pelo próprio ser divino e estou nunca tive amizade com ele, então este não será o momento para uma amizade de com segundas intenções.
Gostaria que o mundo visse o quão cruel ele pode ser a um coração, mas acho que ele já tem esta ciência, pois meu lago de desespero e aborrecimento cresce a cada minuto. Não existe príncipe encantado para me arrancar de uma torre pois eu sou meu próprio dragão, eu me saboto, eu me julgo, eu me machuco, eu me enfio em buracos, eu choro e eu continuo presa na solidão.
Gostaria de ter uma missão desde nascença e segui-la até o fim. Mas no final eu cato emoções aleatórias de felicidade temporária para tentar entender quem sou.
Os momentos parecem curtos quando estou comigo mesma, porém eternos e massantes quando estou com outros.
Me deixem só e o sonho perdido destroça o meu peito, mas não me mata!
E quando alguém me dizer que sou especial eu sei que a pessoa realmente não me conhece, pois vivo neste ciclo de novas esperanças, felicidades superficiais, desilusões brutais e putrefação de sentimentos.

Enfim devaneios de meus demônios...


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