Uma noite de crimes part 1

Querida mamãe,
Preciso confessar!
Eu matei uma pessoa e sou tão cruel porque gostei, eu a escolhi em meio mil personalidades e planejei cada detalhe do crime sem culpa, pois foi necessário muitas noites de analise de tal crime.
Eu deveria estar péssima e com remorso mas a única coisa que consigo ouvir foi o grito de misericórdia pelo seu pequeno corpo frágil.
Eu chorei em pensar que poderia ser pega, eu chorei de explodir as narinas em pensar que alguém me mataria e sai ilesa.
O meu corpo carrega todo o sangue daquele corpo que depois de açoitado, torturado e agonizante parecia leve como uma pluma
Peço desculpas por não ter atirado mais vezes, peço desculpas por não ter deixado aquele ser implorar mais, mas eu não aguentava mais necessitava sentir o melado em tom vinho escorrer por todo banheiro e se esvair pelo ralo como geleia de framboesa espessa.
Quando comecei achava que não terminaria, afinal me machuquei, me feri e quase perdi o controle pois mesmo pequeno ele era forte.
Eu movi de maneira rápida e indolor facadas em seus membros de maneira aleatória para ele sentir meu sofrimento e mesmo em meio aos gritos eu chorava junto pela dor dele.
Eu admito que sofri junto afinal parecia ser parte de mim, tão semelhante, tão fraco, tão indefeso que eu quase o abracei e o deixei viver.
Mas a cada golpe de chicote o meu dente rangia e isso parecia aliviar meu demónio interno.
Eu gritava enquanto socava o peito daquele corpo quente e histérico!
Eu ouvia uma guitarra em meu peito apreciar cada detalhe daquele brutal homicídio.
De repente quando o corpo ficou inerte, eu reconheci que matei porque era mais forte e por este motivo o matei de tantas as formas.
Mãe eu matei a mim mesma mil vezes para ter certeza que a insegurança, medo, correntes e ideias paranóicas iriam embora.
Mas ainda estou no chão porque não sei por onde começar afinal a mulher de outrora era folha seca e jardins abandonados com escombros de relacionamentos devastados.
Hoje sou apenas um jardim com mudas e vazio...
O cansaço do meu corpo é compreensível pois duas personalidade não pode habitar o mesmo seio.
E mesmo vazia, assassina e imensamente perdida...
Eu matei uma pessoa, eu matei meu eu do passado e nada me faz mais aliviada e menos surtada...

Devaneios de um crime qualificado

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